Equipe Referência em Cirurgia de Base do Crânio
A base do crânio é a região óssea localizada entre o cérebro e a face/coluna, funcionando como o “assoalho” do crânio. É por ali que passam estruturas decisivas para funções essenciais — nervos cranianos ligados à visão, audição, equilíbrio, movimentos oculares, sensibilidade da face, deglutição e fala — além de vasos importantes. Por isso, a cirurgia da base do crânio é considerada uma das áreas mais complexas da medicina: lesões nessa região (muitas vezes tumores benignos) exigem alto domínio anatômico, técnica microcirúrgica e, com frequência, suporte de equipe multidisciplinar (como otorrinolaringologia, neurocirurgia, oftalmologia, cabeça e pescoço, radiologia, radioterapia e reabilitação), variando conforme o caso.
Em geral, os sintomas das doenças da base do crânio têm início insidioso e evolução lenta, justamente porque muitas lesões crescem devagar. O quadro clínico costuma refletir o nervo craniano envolvido: piora visual progressiva quando há comprometimento de vias ópticas; dor ou alteração de sensibilidade na face quando o trigêmeo é afetado; visão dupla quando há envolvimento de nervos responsáveis pelos movimentos oculares; zumbido e perda auditiva em lesões do ângulo ponto-cerebelar; dificuldade para engolir, rouquidão e fraqueza em musculatura cervical em tumores próximos ao forâmen jugular. Em alguns casos, a doença só é detectada em exames de imagem feitos por outro motivo, antes de sintomas mais evidentes.
O diagnóstico se apoia fortemente em tomografia e ressonância magnética, que ajudam a definir localização, extensão e relação com nervos e vasos. A confirmação definitiva do tipo de tumor, quando há indicação de remoção, vem do exame histopatológico. No entanto, nem toda lesão exige cirurgia: dependendo da aparência nos exames, do tamanho, do comportamento ao longo do tempo e dos sintomas, pode-se optar por observação com acompanhamento periódico, sobretudo quando o risco de intervenção supera o benefício imediato.
Quando a cirurgia é necessária, tão importante quanto “chegar” no tumor é planejar como reconstruir a base do crânio ao final do procedimento, reduzindo riscos de complicações como fístula liquórica e infecções. Isso exige conhecimento detalhado da microanatomia e das diferentes rotas de acesso — desde abordagens clássicas e complexas até técnicas mais minimamente invasivas quando aplicáveis. Além disso, a monitorização neurofisiológica intraoperatória é um recurso central para acompanhar, em tempo real, a integridade de nervos cranianos e do cérebro durante a cirurgia, aumentando a segurança mesmo com o paciente anestesiado. O cuidado pós-operatório especializado (UTI, enfermagem e reabilitação — incluindo fonoaudiologia quando há risco de alterações de deglutição) completa o ciclo para otimizar recuperação e resultado funcional.
Nesse cenário, em que planejamento, técnica e estrutura fazem diferença concreta, o Prof. Dr. Gustavo Rassier Isolan (MD, PhD) é referência no tratamento de doenças da base do crânio, atuando em casos complexos com abordagem multidisciplinar e estratégias individualizadas, sempre com foco em segurança cirúrgica, preservação das funções neurológicas e acompanhamento integral do paciente.
